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Editoras mais populares no Facebook

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Hora de preencher o cadastro no Facebook. No item “gênero”, duas opções: “homem” ou “mulher”. Errado. Se você mora nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e recentemente também na Argentina, tem agora mais de 50 (!) opções disponíveis. A lista inclui “neutro”, “transgênero” e “poliamoroso”, entre outros termos. Seria legal a rede incluir um pequeno glossário para ninguém se perder na hora da escolha.

Depois de compartilhar a novidade disponível para os hermanos, hora de checar o termômetro que mede a popularidade das editoras no Facebook. Tivemos duas mudanças nas últimas semanas. A Saraiva deu um salto e assumiu a terceira posição. A Galera Record também subiu um degrau e agora está em 18º lugar. No topo, a Chiado abriu vantagem de um milhão de likes sobre a segunda colocada. Continue lendo Editoras mais populares no Facebook

Bibliotecas virtuais – iniciativas, perspectivas e problemas

No  última quinta-feira (13/02), fui assistir à apresentação do modelo de biblioteca pública virtual que está sendo lançado pela Xeriph. Há duas semanas, Galeno Amorim anunciou o próximo lançamento de um projeto de bibliotecas virtuais para bibliotecas escolares, e nos últimos dias a joint-venture da Saraiva, GEN, Atlas e Grupo A anunciou nova versão do modelo de seu programa Minha Biblioteca, que já está com três anos de vida.

Por outro lado, pipocam notícias sobre várias alternativas de aluguel e empréstimo de livros eletrônicos. A Amazon tem um serviço que funciona entre proprietários do Kindle e startups como a Oyster e outros almejam se tornar a “Netflix” dos livros. Como se sabe, a Netflix é um sistema de assinatura que permite o streaming de uma seleção já bastante extensa de filmes, séries de TV e congêneres.

Todas essas iniciativas possuem algo em comum, e imensas diferenças entre si.

A Kindle Lending Library está disponível para os que têm conta na Amazon americana e pagam pelo serviço Prime. Nesse caso, podem baixar temporariamente livros da biblioteca de empréstimo e também emprestar seus livros para outro usuário do Kindle. A assinatura anual do Prime custa US$ 79 e oferece algumas vantagens adicionais, como frete grátis (nos EUA). Como tudo na Amazon, é um serviço destinado aos seus clientes e exclusivamente para estes. Ainda não está disponível no Brasil.

A Minha Biblioteca foi imaginada inicialmente como uma grande “pasta do professor” legalizada e editada. As universidades contratam os serviços. Os alunos dessas universidades recebiam um login para acessar o acervo digital da instituição do ensino. Essa montava a biblioteca pagando o preço de capa dos livros escolhidos, que ficavam disponíveis “para sempre” (desde que isso exista na Internet…). No modelo de aquisição, cada usuário da instituição pode acessar o título adquirido desde que este não esteja sendo lido por outra pessoa. Ou seja, a instituição de ensino deve calcular pelo menos uma média de exemplares adquiridos de modo a não congestionar o acesso ou fazer filas extensas.

O outro modelo é o de assinaturas, pelo qual a instituição de ensino paga pela quantidade de logins usados. Nesse caso, não há fila de espera.

Recentemente a Minha Biblioteca abriu outro modelo de negócio. Agora pessoas físicas, sem intermediação da instituição de ensino, podem adquirir ou alugar livros pelo sistema. O aluguel varia segundo o tempo e o preço de capa do livro. O aluguel de um livro por todo o semestre pode chegar a 60% do valor de sua compra.

O Oyster por enquanto só funciona com cartões de crédito dos EUA.  A Nuvem de Livros funciona no Brasil e é exclusivo para assinantes da Vivo. Só funciona com acesso à Internet. Ou seja, além da assinatura (R$ 2,99), há também o custo da conexão e o programa só funciona online.

Nesses vários modelos de bibliotecas com sistema de aluguel, os leitores (pessoas físicas) compram assinaturas que permitem acessar uma certa quantidade de títulos no período, escolhendo entre acervos que crescem continuadamente. Essas iniciativas são todas muito importantes e ampliam o acesso ao livro de forma exponencial. Ainda são embrionárias e, em muitos casos, experimentais.

O modelo das Bibliotecas Digitais Xeriph tem algumas semelhanças com o da Minha Biblioteca, menos na possibilidade de aluguel direto por pessoas físicas.

A Xeriph  foi a primeira distribuidora e agregadora de livros digitais no Brasil. Segundo Carlos Eduardo Ernanny, seu diretor (que continua no cargo depois que a empresa foi adquirida pelo Grupo Abril), a Xeriph surgiu como uma necessidade depois da fundação da livraria Gato Sabido, que se viu com pouquíssimo conteúdo disponível para vender depois de inaugurada. A criação da distribuidora foi o caminho encontrado para solucionar isso. Hoje, a Xeriph distribui mais de 200 editoras e dispõe de um acervo de cerca de 16.000 títulos para distribuição e comercialização.

O projeto de bibliotecas da Xeriph está destinado a bibliotecas públicas (de qualquer tipo) e bibliotecas empresariais. Em ambos casos, a autoridade responsável (órgão governamental ou o departamento encarregado da administração da biblioteca) adquire o acervo e o programa e recebe o pacote inteiro, que inclui as informações de cada usuário e de cada livro, ferramentas de administração (incorporação de acervo, de usuários, consultas de métricas, etc.) e o link para a app desenvolvida pela Xeriph que é de uso obrigatório para leitura. A Xeriph já desenvolveu apps para iOS e Android (o Windows Phone não foi mencionado) e para computadores pessoais.

Os livros disponíveis podem ser os agregados pela Xeriph ou, no caso de outros agregadores, os que as editoras autorizem participar no programa.

Os livros são vendidos pelo “preço de capa” do e-book (ePUB 2 ou PDF). Nesse sentido, a Xeriph atua como uma loja e se remunera com o desconto que lhe foi concedido pela editora. Isso no modelo de compra dos livros.

Mas a biblioteca pode ser usada também pelo modelo de subscrição. Nesse caso, a empresa (ou o órgão governamental), adquire uma quantidade de logins, o sistema registra quantos livros foram retirados e cobra o preço pactuado por esses acessos (não foi revelado o preço, é claro, segredo de negócio e certamente sujeito a múltiplas negociações). Sessenta por cento do recebido é transferido para as editoras, de modo proporcional aos acessos de seus livros.

No caso de venda dos livros, Carlos Eduardo Ernanny declarou ser favorável a uma venda definitiva, perpétua. Mas os editores podem estabelecer também um limite para downloads de empréstimo (modelo que vem sendo adotado por algumas editoras dos EUA). Ou seja, depois de “x” empréstimos o livro não fica mais no acervo e a biblioteca terá que adquiri-lo novamente.

Quando o acervo é vendido, cada exemplar digital só pode ser emprestado a um usuário por vez. Se o livro estiver emprestado, forma-se uma fila. Se esta cresce muito, pode induzir o bibliotecário a adquirir mais exemplares do livro. No caso de subscrição, tal como na Minha Biblioteca, não existem filas.  Em todos os casos os usuários ficam com os livros nas suas estantes por duas semanas, e podem emprestar até cinco títulos por vez. No modelo de subscrição, para evitar que o usuário permaneça indefinidamente com o livro, a renovação do empréstimo só pode acontecer 45 dias após o final do empréstimo anterior. Em todos os casos, depois de terminado o período de empréstimo, o sistema automaticamente retira o livro da estante do usuário e o devolve para o acervo digital da biblioteca, abrindo espaço para outro usuário emprestar o volume.

Ernanny informou que, no caso de já existir um sistema de bibliotecas, a “biblioteca mãe” pode centralizar o empréstimo para todos os ramais, sempre dentro dos mesmos princípios: fila para os usuários, acesso imediato para subscrições, dentro da quantidade de logins adquiridos.

A Xeriph apresentou um modelo das páginas de uma biblioteca. O modelo é fixo, podendo mudar apenas no cabeçalho e na cor da barra superior, que podem incluir o logotipo da biblioteca, empresa, etc.

Logo abaixo dessa barra inicial aparece uma fila de livros (existentes no acervo) recomendados pelo sistema. Perguntado, Ernanny informou que essas recomendações são feitas exclusivamente através de algoritmos do sistema, não havendo possibilidade de cobrança para mudança de posição. Ora, sabemos que as livrarias cobram adicionais das editoras para colocação de livros na entrada, em vitrines, em pilhas, e que a Amazon levou esse processo a extremos, com as promoções ditas “cooperadas”.  Diante disso, sugiro às editoras, principalmente as pequenas, que vejam se essas condições estão ou não incluídas nos contratos.

A fila seguinte é a de “Recomendações do Bibliotecário”. Nesse caso, é o administrador da biblioteca que seleciona os títulos que recomenda. Pode haver também uma barra com os títulos “mais emprestados” e haverá também espaço para sugestões de aquisição. Alguns sistemas de administração de bibliotecas, como o Alexandria,  por exemplo, permitem que o programa localize de imediato o título sugerido, já que geralmente o leitor informa somente o título, às vezes o autor e quase nunca a editora.

Segundo Ernanny, as editoras terão condições de colocar metadados com informações adicionais sobre seus livros, Mas não foi informado como o sistema irá processar as buscas.

A leitura dos livros será feita exclusivamente através do app desenvolvido pela Xeriph, que já tem incorporado modo noturno e a possibilidade do fundo da página ser sépia, assim como mudar a fonte.

Ao entrar no sistema, o usuário pode verificar a lista de todas as bibliotecas que estão na Xeriph, mas deverá escolher aquela para a qual tem acesso. Poderá, se for o caso, ter acesso a duas ou mais bibliotecas, se estiver inscrito em várias.

Ernanny informou que deve entrar no ar a curto prazo um piloto do sistema, para o comprador que está na etapa final das negociações. O sucesso da empreitada, entretanto, depende certamente da quantidade e qualidade do acervo oferecido. Pela reação dos representantes das editoras presentes, percebi que isso não será problema. É mais um negócio que pode ser viável para os livros já digitalizados.

No caso da biblioteca da Xeriph, acredito que ela possa ter sucesso junto a empresas que ofereçam esse benefício a seus funcionários ou clientes. Pode bem ser um benefício de programas de milhagem ou similares.

Tenho minhas dúvidas quanto à sua implantação em bibliotecas públicas por uma razão bem simples: os impedimentos orçamentários e burocráticos que dificultam o crescimento de acervos nas bibliotecas públicas continuam sendo os mesmos na biblioteca digital. As prefeituras, em sua imensa maioria, não destinam recursos para as bibliotecas, que vivem de doações do público ou recebendo acervos proporcionados pelo governo. Nesses casos, o uso de mecanismos das leis de incentivo fiscal para patrocinar bibliotecas pode ser uma saída.

De qualquer maneira, o simples fato de tirar a necessidade de ir à biblioteca (ou a uma livraria) e facilitar o acesso, já é um grande ponto a favor. Programas de incentivo à leitura são fundamentais, mas sem o acesso a acervos atualizados, de pouco adiantam.

Autor: Felipe Lindoso
Fonte: PublishNews

Qual é a nossa opinião, como bibliotecários, a respeito? Comentem.

Na periferia, mais um guerrilheiro da Literatura

Três anos depois de montar Editora Patuá em casa, Eduardo Lacerda já publicou 155 livros e lançou dezenas de autores estreantes – alguns deles premiados (Foto: Reprodução)
Três anos depois de montar Editora Patuá em casa, Eduardo Lacerda já publicou 155 livros e lançou dezenas de autores estreantes – alguns deles premiados (Foto: Reprodução)

Acomodado em um sofá na sala do sobrado em Sapopemba, zona leste de São Paulo, Eduardo Lacerda fala de seu amor pelos livros. A moradia serve também de sede da Patuá, editora fundada por ele há três anos, hoje com 155 títulos lançados, a maioria de poesia e de autores estreantes. “Não é o meu negócio, é a minha vida”, resume. Continue lendo Na periferia, mais um guerrilheiro da Literatura

ABDL reúne vendedores para discutirem o impacto do Vale-Cultura no mercado

salao-de-negocios-abdlBragança Paulista (SP) é uma típica cidade do interior do Brasil. Seus 157 mil habitantes não têm acesso a cinema, teatro ou mesmo livrarias. Não por acaso, a cidade foi escolhida para sediar a 12ª edição do Salão de Negócios da ABDL (Associação Brasileira de Difusão do Livro) iniciada na tarde dessa segunda-feira (17). É em cidades como Bragança que os associados da ABDL tem sua maior performance. Os vendedores de porta a porta, figura já pouco vista em grandes centros, aproveitam a falta de livrarias em cidades como Bragança e fazem a festa. Com isso, de acordo com Diego Drumond e Lima, presidente da entidade, as vendas porta a porta ficam em segundo lugar no ranking do mercado varejista do livro, perdendo apenas para as livrarias (está à frente até mesmo do mercado online). Continue lendo ABDL reúne vendedores para discutirem o impacto do Vale-Cultura no mercado

Com preços de R$ 1,90 a R$ 4,90, editora quer formar leitores digitais

Expresso ZaharA Zahar acaba de colocar no mercado uma coleção com títulos curtos disponíveis apenas no formato digital. Apelidada de Expresso Zahar, a nova coleção prioriza obras que podem ser lidas enquanto espera alguém em um café ou em uma viagem do metrô. Com preços que vão de R$ 1,90 a R$ 4,90 a Expresso traz comédias e tragédias gregas, contos de fada e de Sherlock Holmes, além de ensaios. “A ideia surgiu quando começamos a trabalhar os digitais há quatro anos”, conta a diretora executiva, Mariana Zahar. Desde então, a ideia foi amadurecida dentro da editora e o resultado é a publicação de 60 títulos nessa primeira leva. “Ainda em 2014, devemos lançar entre 60 e 100 títulos”, conta a diretora.

Além de estimular e promover o hábito da leitura digital, a editora quer combater um inimigo antigo do mercado editorial, como explica Mariana: “Sempre achei que fosse um jeito de combater a pirataria oferecendo um produto de qualidade a um preço acessível”.

A escolha dos títulos é o grande trunfo da coleção.  Embora clássicos, nunca foram editados nesse formato individual. “Precisávamos de livros que se prestassem a esse tipo de formato. São conteúdos que vivem por si só, independentes, curtos, rápidos e de fácil leitura”, explica a executiva.

Iniciativas no âmbito digital prometem dar fôlego extra à venda de e-books no Brasil

Biblioteca DigitalO Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais do Brasil, realizado em 2010 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que 79% dos municípios brasileiros têm, pelo menos, uma biblioteca municipal. Em média, elas fazem modestos 296 empréstimos por mês. O reflexo disso na indústria editorial, até agora, era muito pequeno: a mesma pesquisa mostra que apenas 17% dos acervos das bibliotecas municipais são resultado de compras, contra 83% de doações. Mas algumas iniciativas no âmbito digital prometem mudar esse cenário. Na manhã de hoje, os editores cariocas conheceram a novíssima Biblioteca Xeriph, criada pela distribuidora de livros digitais de mesmo nome. O foco é exatamente as bibliotecas municipais e corporativas. A favor do projeto, está a cartela de clientes da Xeriph que hoje conta com 280 editoras, com catálogos bastante diversificados.

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Cinema leva editoras a resgatar clássicos e dar tratamento vip a obras que ninguém queria

Foram necessários 160 anos e uma adaptação para o cinema para que “12 Anos de Escravidão”, o relato de Solomon Northup sobre seu período como escravo na Louisiana, nos EUA, chegasse às livrarias nacionais. A obra de 1853 fez sucesso em seu tempo, mas caiu no esquecimento e se manteve inédita por aqui. Com o filme de Steve McQueen, vencedor do Globo de Ouro e indicado a nove prêmios Oscar, atraiu duas editoras brasileiras. A Seoman acaba de distribuir sua edição, com tiragem de 10 mil cópias. A da Companhia das Letras sai com 15 mil exemplares no final do mês, dias depois de o filme estrear aqui. Esse é só um exemplo de como o mercado cinematográfico influencia o editorial, fazendo-o resgatar clássicos, inflacionando obras que ninguém queria e levando títulos há anos fora de catálogo a receber tratamento vip.

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CBL e SNEL iniciam pesquisa sobre o mercado editorial

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL), sob a coordenação de Solange Gonçalves, deram início a pesquisa de Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro, realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP). O objetivo é desvendar o desempenho do setor editorial em 2013. O questionário para participação já está disponível e deve ser entregue até o dia 28 de fevereiro. Os dados coletados pela pesquisa são confidenciais e de uso exclusivo da FIPE, sendo seu acesso ou divulgação totalmente vedados a qualquer pessoa, empresa ou instituição, incluindo a CBL e o SNEL. Para participar e saber mais informações, entrar em contato com Mariana Bueno pelo e-mail cbl@fipe.org.br ou pelos telefones 11 3091-5823, das 14h às 18h.

Fonte: Publishnews

Um blog para chamar de fonte

Todos já percebemos que a Comunicação mudou e vai mudar muito mais. Cada um de nós, assessores, deve começar a trabalhar qualquer livro ou editora pensando grande. Pensar grande é analisar todas as possibilidades que as novas mídias oferecem. Não dá mais para nos apegarmos ao que deu certo até então. É um mundo novo e ele exige muito de nós. Exige estratégia, exige conhecimento das possibilidades digitais, exige informação ampla para conseguir os links necessários para buscar novos espaços para temas e autores.

Nesse cenário entram os blogs voltados para a área editorial. Você começa a fazer uma pesquisa e percebe uma lista enorme de blogs que vão pipocando de todos os lados. E as editoras que têm trabalhado em parceria com os blogs para resenhas e sorteios garantem que os resultados são excelentes.

A prática pioneira de editoras estrangeiras começou em meados da década passada. Nos últimos anos, grandes editoras brasileiras também entraram em campo, abrindo inscrições para blogs parceiros com pesquisa e avaliação de conteúdos e audiência. E a concorrência é grande…

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