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Bibliotecário é um profissional liberal (bacharel, mestre ou doutor) que trata a informação e a torna acessível ao usuário final, independente do suporte informacional. Ele trabalha em bibliotecas centros de documentação e pode gerir redes e sistemas de informação além de gerir recursos informacionais e trabalhar com tecnologia de ponta.

Como é trabalhar em uma biblioteca?

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Trabalhar numa biblioteca é estar um pouco mais perto dos pensamentos de Clarice Lispector, é ter os “olhos de ressaca” de Capitu entre as estantes, é mostrar para os usuários que existem várias possibilidades de leitura, mostrar que existem vários mundos dentro de um espaço.

Trabalhar em uma biblioteca é aprender que os sonhos de um escritor são eternos e não apenas no momento da escrita. É vivenciar crianças que se encantam com a sua primeira vez em uma biblioteca, é ver gerações de todas as idades se reciclando no mundo literário.

Aqui também vejo pessoas que usam o espaço como um abrigo, apenas para fugir de um mundo real. Passam o dia todo falando sozinhos, dando voltas e voltas sem saber o que fazer. E percebem que nem todos os usuários respeitam os livros, usando-os por obrigação acadêmica, rabiscando-os, amassando-os, detonando-os, sem se preocupar que esses livros fazem parte de uma comunidade e passarão para outras mãos.

Aprendo aqui que nem todos os leitores que leem autores consagrados têm educação e gentileza com o próximo, pois gritam e querem burlar as regras de uma biblioteca. Aprendi que: nem sempre quem lê é educado.

Trabalhar em uma biblioteca é fazer parte de uma equipe onde todos trabalham por amor, onde todos querem dar sempre o seu melhor. Sair de casa para trabalhar na Biblioteca Circulante é ter um pouco de Cora Coralina, Drummond e Mario Quintana todos os dias na sua vida…

Fonte: Biblioteca Mário de Andrade

O que faz um bibliotecário?

Guarda livros? O Bibliotecário não guarda livros.

O bibliotecário é um administrador: ele pode gerenciar a equipe da biblioteca e os trabalhos que envolvem a organização e disseminação do acervo (seleção, aquisição, catalogação, classificação, indexação, serviço de atendimento, etc.), implementar e gerenciar os sistemas de informação, entre outras atividades.

Mas o universo do bibliotecário não se restringe apenas aos livros, revistas e outros materiais das bibliotecas tradicionais há tempos.

O bibliotecário pode atuar em centros de documentação ou informação, arquivos, centros culturais, centros de memória, museus, cinemas, editoras, empresas de rádio, TV e Internet, órgãos governamentais, empresas privadas, empresas do terceiro setor, gerencia bancos de imagem, serviços de informação em geral, entre outros, trabalhar com organização e disponibilização de documentação e conservação, restauração de obras raras;

Integra e desenvolve estudos e pesquisas em diversas áreas;

Faz parte dos processos das empresas na tomada de decisão e na certificação de qualidade;

Atuar como analista de conteúdo de Internet;

Administra, desenvolve e mantem bancos de dados, sistemas de informação, bibliotecas digitais e virtuais;

Organiza sites e portais corporativos, realizando a arquitetura de informação;

Implementa e integra os processos de gestão de conhecimento de organizações.

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Fonte: Unipress

Participantes de debate dizem que Brasil precisa de marco legal para bibliotecas

Marta Valentim defendeu a formação de cidadãos críticos

O Brasil precisa de um marco legal para fortalecer as bibliotecas, que imponha padrões de estruturação, esclareça as diferenças entre as tipologias e missões existentes e estabeleça recursos orçamentários permanentes para investimento. Desta forma, elas não ficarão à mercê do empenho de gestores engajados ou não e poderão ser instrumento de mudanças na sociedade.

Esta foi a tônica do debate realizado nesta quinta-feira (10) pela Comissão de Educação, a pedido do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), para coletar sugestões que embasarão uma lei para fortalecer essas instituições. Isso permitirá, segundo os debatedores, que elas se tornem verdadeiros centros de estímulo à leitura e ao conhecimento e braços para o desenvolvimento social, e não apenas depósitos de livros. Continue lendo Participantes de debate dizem que Brasil precisa de marco legal para bibliotecas

Bibliotecária fala sobre a profissão no seu dia

Luciene-Brigida

Uma profissão que atravessou gerações e com história impressa em muitas páginas de livros e estantes espalhadas pelo mundo tem seu dia celebrado em 12 de março, o Dia do Bibliotecário. Em Curitibanos, quem conhece bem a profissão, tem paixão e é formada em Biblioteconomia há 18 anos é a bibliotecária e documentalista Luciane Brígida de Souza.

Afinada com a leitura desde pequena, Luciane buscou uma profissão com a qual se identificasse, mas, nessa busca, encontrou dificuldades. “A Biblioteconomia ainda tem desafios, como o projeto em trâmite para que cada biblioteca do país tenha um profissional habilitado”, revelou, avaliando que isso valorizaria mais a profissão. Continue lendo Bibliotecária fala sobre a profissão no seu dia

Bibliotecários ficam nus contra a censura

Fotógrafo: Charles Delcourt LightMotiv
Fotógrafo: Charles Delcourt LightMotiv

Bibliotecários e editores franceses posaram nus (cobrindo as partes íntimas com livros, é claro) em resposta aos ataques feitos por conservadores de direita ao livro infantil Tous à poil! (Todos pelados em tradução livre), de Mark Daniau e Claire Franek, publicado pela editora francesa Le Rouergue. O livro foi violentamente criticado pelo líder do partido de direita UMP, Jean-François Copé. O infantil traz ilustrações de corpos nus, o que, para os seguidores de Copé é uma indecência.  Tanta polêmica elevou as vendas de Tous à poil!  No fechamento desta edição o livro estava na segunda posição da lista de mais vendidos da Amazon francesa na categoria Infantis e em sexto lugar na lista geral. Continue lendo Bibliotecários ficam nus contra a censura

São Paulo celebra o Dia do Bibliotecário

O Conselho Regional de Biblioteconomia prepara uma programação especial para comemorar o Dia do Bibliotecário, no dia 12 de março, no Goethe-Institut – Centro Cultural Brasil-Alemanha (Rua Lisboa 974, Pinheiros, São Paulo/SP). Além disso, recruta iniciativas de faculdades e bibliotecas do Estado de São Paulo que serão divulgadas pelas redes sociais da entidade de classe. Interessados podem enviar suas programações até 5 de março pelo e-mail crb8@crb8.org.br.

Vergonha bibliotecária

Nós todos temos algo de que se envergonhar, e os bibliotecários não são diferentes. Atrás dessa figura estereotipada que faz cumprir seus rigorosos padrões de comportamento aos usuários como falar em voz baixa, não beber café entre as estantes e devolver os livros na data correta, há profissionais que vivem fora da sua própria lei. É hora de saber a verdade.

O pessoal da Parker Memorial Township do município de Dracut (Massachusetts ) decidiu acabar com o mito sobre o comportamento exemplar e o refinado gosto literário do bibliotecário. Através do blog Librarian Shaming os bibliotecários confessam de forma anônima seus momentos mais embaraçosos e vergonhosos à frente de suas bibliotecas. Continue lendo Vergonha bibliotecária

Resposta do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) ao jornalista Luis Antonio Giron

Ofício enviado ao editor geral da Editora Globo, ao editor da Revista Época e ao jornalista Luis Antonio Giron em resposta ao artigo “Dê adeus às bibliotecas” publicado na edição n. 730 da revista Época.

OFÍCIO CIRCULAR 15ª CFB N. 039/2012

Brasília, 18 de maio de 2012.
Aos Conselhos Regionais de Biblioteconomia
Senhor(a) Presidente,

Para conhecimento, segue o texto enviado ao editor geral da Editora Globo, ao editor da Revista Época e ao jornalista autor da matéria referente ao atendimento em biblioteca pública.

Ressaltamos que o texto será inserido com destaque no Portal do Sistema CFB/CRB. Continue lendo Resposta do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) ao jornalista Luis Antonio Giron