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Biblioteca digital ou mediateca é a biblioteca constituída por documentos primários, que são digitalizados quer sob a forma material (disquetes, CD-ROM, DVD), quer em linha através da Internet, permitindo o acesso à distância.

Bibliotecas digitais ajudam nos estudos para o Enem

Domínio-Público
Com amplo acervo digitalizado, sites como Domínio Público, Biblioteca Nacional e UnB disponibilizam conteúdo gratuito

Dentre os conteúdos que podem auxiliar o estudante a se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma boa opção são as bibliotecas e conteúdos digitais, que permitem o acesso gratuito a acervos de livros, manuscritos, artigos científicos e dossiês.

Entre as opções, o Portal Domínio Público, lançado em 2004 pelo governo federal, dispõe de um amplo acervo de obras literárias, artísticas e científicas. O site ainda permite ao usuário coletar diversos materiais na forma de textos, sons, imagens e vídeos, já em domínio público* ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, o que caracteriza patrimônio cultural brasileiro e universal. Continue lendo Bibliotecas digitais ajudam nos estudos para o Enem

Câmara dos Deputados disponibiliza acervo digitalizado gratuitamente na web

Biblioteca começa processo a fim de transformar acervo de obras raras em formato .PDF e colocá-las na internet à disposição do público em geral. São mais de 4 mil livros

Boa notícia para pesquisadores, historiadores, professores universitários, estudantes e leitores em geral. O Centro de Documentação e Informação (Cedi) da Câmara dos Deputados vai disponibilizar o acervo de obras raras de forma gratuita na internet. Por enquanto, cerca de 80 livros foram digitalizados e colocados para download no portal do órgão. A meta para a primeira etapa é de 200 obras. A expectativa, porém, é de liberar tudo o que for possível. Continue lendo Câmara dos Deputados disponibiliza acervo digitalizado gratuitamente na web

A formação do bibliotecário para atuar em bibliotecas virtuais: uma questão a aprofundar

MADUREIRA, Helania Oliveira; VILARINHO, Lúcia Regina Goulart.  A formação do bibliotecário para atuar em bibliotecas virtuais: uma questão a aprofundar. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 15, n. 3, p. 87-106, set./dez.. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/pci/v15n3/06.pdf>. Acesso em: 05 abr. 2014.

Resumo

A pesquisa focalizou a formação de bibliotecários para o trabalho em bibliotecas virtuais (BV), buscando responder às seguintes indagações: (a) como os cursos de formação de bibliotecários preparam esse profissional para atuar em BV; (b) que dificuldades estes sujeitos encontram em seu trabalho; (c) como mantém sua formação atualizada. A natureza dessas indagações, baseada na fala de bibliotecários, direcionou a pesquisa para a dimensão qualitativa. As informações foram coletadas junto a bibliotecários experientes e recém-formados, com apoio de questionário online, sendo as respostas analisadas com orientações da técnica de Análise de Conteúdo. Os resultados foram confrontados ao embasamento teórico que abordou três tópicos: o moderno profissional de informação; formação do bibliotecário para atuar em BV; e educação continuada do bibliotecário. Dentre as conclusões obtidas destacam-se: (a) a formação do bibliotecário está longe de privilegiar o perfil do moderno profissional da informação; e (b) os sujeitos encontram-se preocupados com processos de organização de suas bases de dados, que passam a ser online. Há indícios de que ainda se prendem à função básica da biblioteca tradicional, que é manter a memória coletiva da sociedade, desconsiderando que na era da internet a memória se torna volátil, transformando-se constantemente.

Palavras-chave: Bibliotecas virtuais. Formação do bibliotecário. Moderno profissional de informação.

O ensino da biblioteca digital nos currículos de graduação em Biblioteconomia

Resumo:

O presente trabalho é uma pesquisa exploratória realizada junto aos coordenadores de cursos de graduação em Biblioteconomia, sobre o ensino de biblioteca digital nas Instituições de Ensino Superior no Brasil. Nela foi possível identificar se atualmente esses cursos de graduação estão preocupados em transmitir o assunto aos alunos, visando à formação profissional, para o futuro que vem abrindo portas nesta área. Com o levantamento foi possível analisar: se há uma disciplina específica ou um módulo dentro de uma disciplina; a língua em que se encontra a bibliografia adotada; se possui aulas práticas; em que semestre do fluxo acadêmico é oferecida; se é obrigatória ou optativa; a frequência de oferta; a formação do professor que ministra o conteúdo; se é oferecida no próprio departamento; e se a instituição oferece seminários sobre o assunto.

Palavras-chave: biblioteca digital ; ensino de biblioteconomia.

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Bibliotecas virtuais – iniciativas, perspectivas e problemas

No  última quinta-feira (13/02), fui assistir à apresentação do modelo de biblioteca pública virtual que está sendo lançado pela Xeriph. Há duas semanas, Galeno Amorim anunciou o próximo lançamento de um projeto de bibliotecas virtuais para bibliotecas escolares, e nos últimos dias a joint-venture da Saraiva, GEN, Atlas e Grupo A anunciou nova versão do modelo de seu programa Minha Biblioteca, que já está com três anos de vida.

Por outro lado, pipocam notícias sobre várias alternativas de aluguel e empréstimo de livros eletrônicos. A Amazon tem um serviço que funciona entre proprietários do Kindle e startups como a Oyster e outros almejam se tornar a “Netflix” dos livros. Como se sabe, a Netflix é um sistema de assinatura que permite o streaming de uma seleção já bastante extensa de filmes, séries de TV e congêneres.

Todas essas iniciativas possuem algo em comum, e imensas diferenças entre si.

A Kindle Lending Library está disponível para os que têm conta na Amazon americana e pagam pelo serviço Prime. Nesse caso, podem baixar temporariamente livros da biblioteca de empréstimo e também emprestar seus livros para outro usuário do Kindle. A assinatura anual do Prime custa US$ 79 e oferece algumas vantagens adicionais, como frete grátis (nos EUA). Como tudo na Amazon, é um serviço destinado aos seus clientes e exclusivamente para estes. Ainda não está disponível no Brasil.

A Minha Biblioteca foi imaginada inicialmente como uma grande “pasta do professor” legalizada e editada. As universidades contratam os serviços. Os alunos dessas universidades recebiam um login para acessar o acervo digital da instituição do ensino. Essa montava a biblioteca pagando o preço de capa dos livros escolhidos, que ficavam disponíveis “para sempre” (desde que isso exista na Internet…). No modelo de aquisição, cada usuário da instituição pode acessar o título adquirido desde que este não esteja sendo lido por outra pessoa. Ou seja, a instituição de ensino deve calcular pelo menos uma média de exemplares adquiridos de modo a não congestionar o acesso ou fazer filas extensas.

O outro modelo é o de assinaturas, pelo qual a instituição de ensino paga pela quantidade de logins usados. Nesse caso, não há fila de espera.

Recentemente a Minha Biblioteca abriu outro modelo de negócio. Agora pessoas físicas, sem intermediação da instituição de ensino, podem adquirir ou alugar livros pelo sistema. O aluguel varia segundo o tempo e o preço de capa do livro. O aluguel de um livro por todo o semestre pode chegar a 60% do valor de sua compra.

O Oyster por enquanto só funciona com cartões de crédito dos EUA.  A Nuvem de Livros funciona no Brasil e é exclusivo para assinantes da Vivo. Só funciona com acesso à Internet. Ou seja, além da assinatura (R$ 2,99), há também o custo da conexão e o programa só funciona online.

Nesses vários modelos de bibliotecas com sistema de aluguel, os leitores (pessoas físicas) compram assinaturas que permitem acessar uma certa quantidade de títulos no período, escolhendo entre acervos que crescem continuadamente. Essas iniciativas são todas muito importantes e ampliam o acesso ao livro de forma exponencial. Ainda são embrionárias e, em muitos casos, experimentais.

O modelo das Bibliotecas Digitais Xeriph tem algumas semelhanças com o da Minha Biblioteca, menos na possibilidade de aluguel direto por pessoas físicas.

A Xeriph  foi a primeira distribuidora e agregadora de livros digitais no Brasil. Segundo Carlos Eduardo Ernanny, seu diretor (que continua no cargo depois que a empresa foi adquirida pelo Grupo Abril), a Xeriph surgiu como uma necessidade depois da fundação da livraria Gato Sabido, que se viu com pouquíssimo conteúdo disponível para vender depois de inaugurada. A criação da distribuidora foi o caminho encontrado para solucionar isso. Hoje, a Xeriph distribui mais de 200 editoras e dispõe de um acervo de cerca de 16.000 títulos para distribuição e comercialização.

O projeto de bibliotecas da Xeriph está destinado a bibliotecas públicas (de qualquer tipo) e bibliotecas empresariais. Em ambos casos, a autoridade responsável (órgão governamental ou o departamento encarregado da administração da biblioteca) adquire o acervo e o programa e recebe o pacote inteiro, que inclui as informações de cada usuário e de cada livro, ferramentas de administração (incorporação de acervo, de usuários, consultas de métricas, etc.) e o link para a app desenvolvida pela Xeriph que é de uso obrigatório para leitura. A Xeriph já desenvolveu apps para iOS e Android (o Windows Phone não foi mencionado) e para computadores pessoais.

Os livros disponíveis podem ser os agregados pela Xeriph ou, no caso de outros agregadores, os que as editoras autorizem participar no programa.

Os livros são vendidos pelo “preço de capa” do e-book (ePUB 2 ou PDF). Nesse sentido, a Xeriph atua como uma loja e se remunera com o desconto que lhe foi concedido pela editora. Isso no modelo de compra dos livros.

Mas a biblioteca pode ser usada também pelo modelo de subscrição. Nesse caso, a empresa (ou o órgão governamental), adquire uma quantidade de logins, o sistema registra quantos livros foram retirados e cobra o preço pactuado por esses acessos (não foi revelado o preço, é claro, segredo de negócio e certamente sujeito a múltiplas negociações). Sessenta por cento do recebido é transferido para as editoras, de modo proporcional aos acessos de seus livros.

No caso de venda dos livros, Carlos Eduardo Ernanny declarou ser favorável a uma venda definitiva, perpétua. Mas os editores podem estabelecer também um limite para downloads de empréstimo (modelo que vem sendo adotado por algumas editoras dos EUA). Ou seja, depois de “x” empréstimos o livro não fica mais no acervo e a biblioteca terá que adquiri-lo novamente.

Quando o acervo é vendido, cada exemplar digital só pode ser emprestado a um usuário por vez. Se o livro estiver emprestado, forma-se uma fila. Se esta cresce muito, pode induzir o bibliotecário a adquirir mais exemplares do livro. No caso de subscrição, tal como na Minha Biblioteca, não existem filas.  Em todos os casos os usuários ficam com os livros nas suas estantes por duas semanas, e podem emprestar até cinco títulos por vez. No modelo de subscrição, para evitar que o usuário permaneça indefinidamente com o livro, a renovação do empréstimo só pode acontecer 45 dias após o final do empréstimo anterior. Em todos os casos, depois de terminado o período de empréstimo, o sistema automaticamente retira o livro da estante do usuário e o devolve para o acervo digital da biblioteca, abrindo espaço para outro usuário emprestar o volume.

Ernanny informou que, no caso de já existir um sistema de bibliotecas, a “biblioteca mãe” pode centralizar o empréstimo para todos os ramais, sempre dentro dos mesmos princípios: fila para os usuários, acesso imediato para subscrições, dentro da quantidade de logins adquiridos.

A Xeriph apresentou um modelo das páginas de uma biblioteca. O modelo é fixo, podendo mudar apenas no cabeçalho e na cor da barra superior, que podem incluir o logotipo da biblioteca, empresa, etc.

Logo abaixo dessa barra inicial aparece uma fila de livros (existentes no acervo) recomendados pelo sistema. Perguntado, Ernanny informou que essas recomendações são feitas exclusivamente através de algoritmos do sistema, não havendo possibilidade de cobrança para mudança de posição. Ora, sabemos que as livrarias cobram adicionais das editoras para colocação de livros na entrada, em vitrines, em pilhas, e que a Amazon levou esse processo a extremos, com as promoções ditas “cooperadas”.  Diante disso, sugiro às editoras, principalmente as pequenas, que vejam se essas condições estão ou não incluídas nos contratos.

A fila seguinte é a de “Recomendações do Bibliotecário”. Nesse caso, é o administrador da biblioteca que seleciona os títulos que recomenda. Pode haver também uma barra com os títulos “mais emprestados” e haverá também espaço para sugestões de aquisição. Alguns sistemas de administração de bibliotecas, como o Alexandria,  por exemplo, permitem que o programa localize de imediato o título sugerido, já que geralmente o leitor informa somente o título, às vezes o autor e quase nunca a editora.

Segundo Ernanny, as editoras terão condições de colocar metadados com informações adicionais sobre seus livros, Mas não foi informado como o sistema irá processar as buscas.

A leitura dos livros será feita exclusivamente através do app desenvolvido pela Xeriph, que já tem incorporado modo noturno e a possibilidade do fundo da página ser sépia, assim como mudar a fonte.

Ao entrar no sistema, o usuário pode verificar a lista de todas as bibliotecas que estão na Xeriph, mas deverá escolher aquela para a qual tem acesso. Poderá, se for o caso, ter acesso a duas ou mais bibliotecas, se estiver inscrito em várias.

Ernanny informou que deve entrar no ar a curto prazo um piloto do sistema, para o comprador que está na etapa final das negociações. O sucesso da empreitada, entretanto, depende certamente da quantidade e qualidade do acervo oferecido. Pela reação dos representantes das editoras presentes, percebi que isso não será problema. É mais um negócio que pode ser viável para os livros já digitalizados.

No caso da biblioteca da Xeriph, acredito que ela possa ter sucesso junto a empresas que ofereçam esse benefício a seus funcionários ou clientes. Pode bem ser um benefício de programas de milhagem ou similares.

Tenho minhas dúvidas quanto à sua implantação em bibliotecas públicas por uma razão bem simples: os impedimentos orçamentários e burocráticos que dificultam o crescimento de acervos nas bibliotecas públicas continuam sendo os mesmos na biblioteca digital. As prefeituras, em sua imensa maioria, não destinam recursos para as bibliotecas, que vivem de doações do público ou recebendo acervos proporcionados pelo governo. Nesses casos, o uso de mecanismos das leis de incentivo fiscal para patrocinar bibliotecas pode ser uma saída.

De qualquer maneira, o simples fato de tirar a necessidade de ir à biblioteca (ou a uma livraria) e facilitar o acesso, já é um grande ponto a favor. Programas de incentivo à leitura são fundamentais, mas sem o acesso a acervos atualizados, de pouco adiantam.

Autor: Felipe Lindoso
Fonte: PublishNews

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A biblioteca híbrida: vantagens sobre a biblioteca virtual

biblioteca-digital1Atualmente, não podemos seguramente afirmar que todo o acesso à informação da sociedade se dá através da internet. Sabendo disto, a biblioteca pública deveria desempenhar um papel importante no fornecimento de acesso a informações que estão se tornando valiosas.

Um ponto interessante que não deve ser esquecido: nem todas as informações podem ser digitalizadas e, portanto, nem todos os acessos à biblioteca podem ser digital. Lembro-lhes de um modelo de biblioteca esquecido, a biblioteca híbrida. Uma ideia que, embora tenha perdido espaço ao longo dos anos, mas com o fortalecimento da Web 2.0 tem proporcionado para a biblioteca pública mais vantagens do que desvantagens. Continue lendo A biblioteca híbrida: vantagens sobre a biblioteca virtual