Arquivo da categoria: Profissão

Agrupa temas como: Conselho Federal de Biblioteconomia, Bibliotecários, Conselhos Regionais de Biblioteconomia, Sindicatos de Bibliotecários, Mercado de Trabalho, Contação de Histórias, Incentivo à Leitura entre outros. Atualizado semanalmente às quintas-feiras, 10h. Destacado.

A importância da Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG)

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A Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG) foi fundada em 17 de junho de 1960. Seu surgimento se deu por meio de um movimento realizado por bibliotecários empenhados na empreitada política da regulamentação dos cursos de formação da própria profissão, e na busca pela qualidade do ensino, procurando garantir direitos profissionais e a ocupação do mercado de trabalho.

Para Andréa Brandão, vice-presidente da ABMG, o órgão “busca, incansavelmente, trabalhar a formação da identidade do profissional, reconhecendo seus espaços e formas de atuação”. Além disso, a Associação procura sempre articular-se com outros órgãos de representação, como o Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6), e com as escolas de formação, a fim de manter o diálogo e a mútua cooperação. Continue lendo A importância da Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG)

O mercado de trabalho no século XXI em sua nova versão

O presente artigo uma análise do mercado de trabalho para os profissionais da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação nos dias de hoje. Aborda as competências básicas que os profissionais da Informação devem ter para se manterem empregados, isto é, domínio das diversas tecnologias da informação (uso de redes sociais, web 2.0 etc.) e aborda também a importância da educação continuada para a carreira profissional de todos que atuam neste competitivo mercado de trabalho do século XXI.

O mercado de trabalho tem sofrido grandes mudanças desde o surgimento da Informática, do uso da Internet, do uso das intranets das organizações e do uso das comunicações virtuais que conectam profissionais, empresas da iniciativa privadas e públicas e terceiro setor. Na primeira metade da década de 1990, o uso da Internet era limitado a pesquisadores, estudantes de pós-graduação em centros de pesquisa e em universidades.

Com o rápido desenvolvimento do mundo virtual, as organizações, centros de pesquisa e pessoas físicas perceberam que o mercado de trabalho iria sofrer mudanças radicais e tanto as empresas quanto os profissionais teriam que se adaptar para se manterem neste novo mercado de trabalho e sobreviverem em um mundo cada vez mais competitivo, onde as exigências e necessidades são cada vez maiores.

As tecnologias da informação devem ser consideradas ferramentas básicas de trabalho em uma unidade de informação, uma vez que o processamento técnico, o gerenciamento, a recuperação e a disseminação de informações, através destas tecnologias, são mais eficientes e eficazes. Fazendo um histórico no período pré-internet, as bibliotecas brasileiras apresentavam uma estrutura tradicional, com os seus catálogos externos voltados aos consulentes e os internos voltados aos profissionais das bibliotecas, onde todo o acervo da biblioteca estava representado em fichas catalográficas, datilografadas uma a uma, com a finalidade de descrever o conteúdo de cada obra bibliográfica e a sua localização nas estantes através do número de chamada.

A nova dimensão da biblioteca

Segundo Carlos Henrique Marcondes e Marília Mendonça (Serviços via Web em bibliotecas universitárias brasileiras), a web representa uma mudança radical de paradigma com relação aos serviços bibliotecários, pois ela proporciona um ambiente informacional amplo, global, de um alcance nunca visto pelos antigos serviços bibliotecários, acostumados a trabalhar num ambiente delimitado, com uma comunidade de usuários identificável, restrita e às vezes conhecida.

Neste novo ambiente, as bibliotecas adquiriram uma nova dimensão. Frederic Winfred Lancaster, em Ameaça ou oportunidade?: o futuro dos serviços de bibliotecas à luz das inovações tecnológicas (1994), afirmava diante da emergência dos recursos de informação, cada vez mais acessíveis via redes, que o novo papel das bibliotecas era o de prover acesso à informação ao invés da propriedade. Com o advento da Informática e da Internet, a Biblioteconomia sofreu uma profunda mudança estrutural, pois o mercado de trabalho nesta área começou a demandar profissionais bibliotecários mais qualificados, com competências e posturas profissionais que até então estes não possuíam.

lampada-ideia

Para Edilene Passos (Bibliotecário jurídico, seu papel, seu perfil, 2004), as competências básicas que os profissionais bibliotecários devem ter são:

1) Demonstrar forte comprometimento com a excelência do serviço ao cliente; 2) Reconhecer a diversidade dos clientes e da comunidade; 3) Entender e apoiar a cultura e o contexto da biblioteca e das instituições similares; 4) Demonstrar conhecimento da teoria da Ciência da Informação e do ciclo documentário; 5) Exibir habilidades de liderança, incluindo pensamento crítico, tomada de decisão, independente de sua posição na estrutura administrativa; 6) Dividir o conhecimento e a perícia com colegas e clientes; 7) Comunicar-se efetivamente com editores e com a indústria gráfica para promover os interesses da biblioteca; 8) Reconhecer o valor da rede profissional e participar ativamente das associações profissionais; 9) Perseguir ativamente o desenvolvimento pessoal e profissional através da educação continuada.

Uma nova habilidade exigida para os profissionais é a fluência tecnológica. De acordo com Pedro Demo em seu livro Habilidades e competências no século XXI (2011), fluência tecnológica pode ser entendida por muita coisa, desde o mero exercício de digitalização de textos até a atividade do hacker.  Interessa um meio termo, em geral traduzido pelo exercício de autoria virtual com o auxílio de plataformas do tipo web 2.0.

O termo web 2.0 surgiu em 2004 e foi utilizado para nomear uma conferência sobre empresas pontocom que sobreviveram à explosão da bolha da Internet em 2001. Ainda de acordo com Demo, na web 2.0 o foco se põe sobre softwares que implicam a participação ativa do usuário, que deixa de ser apenas consumidor para se tornar partícipe, isto é, como nos blogs (publicação de textos individuais) e wikis (elaboração de textos coletivos).

As tecnologias oferecem ferramentas que favorecem uma posição mais dinâmica dos bibliotecários nas unidades de informação. A utilização da web 2.0 nas unidades de informação resultou na expressão biblioteca 2.0.

Em A teoria da biblioteca 2.0(2007),Jack Maness define-a como a aplicação de interação, colaboração e tecnologias multimídias baseadas na web para serviços de coleções de bibliotecas baseadas na web. O bibliotecário também deve capacitar-se para utilizar as redes sociais no seu cotidiano de trabalho.

Ainda de acordo com Maness, as redes sociais permitem que bibliotecários e usuários não somente interajam, mas compartilhem e transformem recursos dinamicamente em meio eletrônico. Usuários podem criar vínculos com a rede de bibliotecas de uma instituição qualquer, ver o que os outros usuários têm em comum com as suas necessidades informacionais, baseados em perfis similares, demografias, fontes previamente acessadas em um grande número de dados que os usuários fornecem.

Segundo Denise Sana Yamaschita, Norma Cianflone Cassares e Maria Cristina Palhares Valência (Capacitação do bibliotecário no uso das redes sociais, 2012), as tecnologias desafiam o profissional bibliotecário no desempenho de seu trabalho e até mesmo na sua função social. As redes sociais são canais de comunicação para se disseminar informações de maneira rápida e muitas vezes sem custo financeiro.

A formação básica dos profissionais bibliotecários é em nível de graduação em Biblioteconomia, Biblioteconomia e Documentação e atualmente em Ciência da Informação. Existe também a pós-graduação em Ciência da Informação em nível de mestrado e de doutorado em algumas instituições de ensino superior de renome no país. Ao mesmo tempo os profissionais podem ter a opção de ter educação continuada em nível de especialização em outras áreas do conhecimento como, por exemplo, em Marketing, Gestão de Recursos Humanos, entre outras.

O importante é que os profissionais bibliotecários tenham em mente que a educação continuada (domínio das diversas tecnologias da informação, domínio de língua estrangeira etc.) é de suma importância para a sua própria sobrevivência neste competitivo mercado de trabalho na atualidade.

Como dizem os especialistas, o marketing pessoal também é outra estratégia muito útil para se manter empregado.

Fonte: Biblioo

Bibliotecária leva a magia dos livros para idosos

Idosos e voluntária ganham com projeto. Foto: Reprodução / TV TEM
Idosos e voluntária ganham com projeto. Foto: Reprodução / TV TEM

Uma bibliotecária de Cruzália (SP), região de Assis, criou um projeto que ajuda muitos idosos. Eva Campos leva livros da biblioteca até o bairro rural do Cateto, mas além do contato com as obras, ela também lê para os aposentados que passam a maior parte do dia sozinhos e acaba fazendo boas amizades.

Eva mora no bairro rural com cerca de 500 pessoas e sempre que ia trabalhar percebia que os idosos da vizinhança ficavam sem companhia. Ela então resolveu pegar parte do acervo da biblioteca da cidade, que fica a 9 km do bairro e levar para perto dos idosos. “O objetivo dele é levar alegria, prazer na leitura, na conversa, é carinho, amor, contato. Parar pra ouvir porque eles tem necessidade de serem ouvidos”, conta Eva. Continue lendo Bibliotecária leva a magia dos livros para idosos

Segurança e acervos: uma questão de informação

Quando o assunto é segurança e acervos, pensamos logo na questão de guarda/custódia dos mesmos. Porém este é apenas um dos vários assuntos que podemos tratar. É claro que os acervos devem ser protegidos de qualquer manifestação contra estes, desde um furto de um best-seller a um roubo de uma obra rara.

O acervo, seja ele qual for, é um bem institucional e que tem um grande valor para a sociedade. Sem este, o que seriam dos profissionais da informação e da pesquisa? Porém, não é deste tipo de segurança a que venho refletir. Quero apenas contar um pouco da minha experiência quanto bibliotecária-documentalista e da minha preocupação com os três atores (acervo, usuário/pesquisador e profissionais) que fazem da unidade de informação um lugar rico e vivo.

Sabemos que, infelizmente, a maioria dos acervos brasileiros (sejam eles,  arquivos, bibliotecas, museus e centros de documentação e memória) não estão em locais apropriados para a sua guarda, sendo muitas vezes local adaptado a realidade institucional. Deparamos com esta realidade ao nos tornarmos leitores das bibliotecas escolares e/ou comunitárias. Mas é na época de estágio que começamos a ver os “bastidores”, isto é, como os acervos são doados, guardados, armazenados e conservados.

Entramos em um universo empoeirado, com cheiros e rico em bactérias e fungos, onde muitas vezes a traça, o cupim e, até mesmo baratas, ratos e pombos já passaram por ali. Aprendemos que é importante o uso de instrumentos como luvas, máscaras e guarda-pó. Porém, é quando nos tornamos profissionais é que realmente tomamos a consciência de que a situação é mais complexa. O uso de instrumentos não é apenas importante, como fundamental. Devemos estar sempre atentos às questões de segurança como quanto à água e a incêndios.

Discutindo o tema

Penso que todo profissional poderá contar alguma história sobre doença (sinusite, rinite, alergias etc.) e de alguma, onde o acervo e/ou indivíduos correram riscos (como livros que estavam sendo molhados devido a fortes chuvas, onde o telhado não suportou e permitiu a entrada destas e/ou o quadro de iluminação dando curto, espalhando fumaça pelo recinto).

Infelizmente tal assunto ainda é pouco presente na literatura científica. Graças ao evento comemorativo do Dia do Bibliotecário (2014), promovido pelo CRB-7, junto aos cursos de Biblioteconomia do estado do RJ (UFF, UNIRIO e UFRJ), o assunto ficou em voga com a palestra “Riscos biológicos em bibliotecas: a importância da proteção individual” ministrada pela bióloga Francelina Lima e Silva, da FIOCRUZ. A palestra serviu de alerta, embora tenha deixado muitos, inclusive eu, preocupados com os riscos que estamos correndo diariamente.

A palestrante da FIOCRUZ disse que uma equipe de profissionais tem viajado pelo Brasil orientando, dando cursos sobre os riscos que os profissionais estão correndo, e sugestões para melhorias das unidades de informação, como afastar insetos e pombos. Ficou claro para todos os presentes o quanto os profissionais da informação estão exercendo uma atividade de risco, e que, por isso, suas carreiras deveriam ser consideradas insalubres.

Atualmente tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL 2361/11) do deputado Carlinhos Almeida (PT-SP) que prevê um adicional de insalubridade ao pagamento dos profissionais que trabalham em unidades da informação.

Segundo o site JUS BRASIL, “De acordo com o projeto, os trabalhadores desse setor estão constantemente expostos a agentes biológicos e químicos, que podem causar graves doenças, principalmente respiratórias.” Apesar disso, Carlinhos Almeida lembra que o reconhecimento desse direito não se dá com a simples constatação da insalubridade por meio de laudo pericial. Segundo ele, é necessária também a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho, segundo têm decidido os tribunais.

Para isso, teria que ser alterado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT- Decreto Lei 5452/43 – Art. 189 a 197) e definido em norma pelo Ministério do Trabalho. Em 2012, o projeto foi rejeitado na Câmara dos Deputados pelo relator da Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado Lael Varella (DEM-MG), porém o projeto segue em tramitação no Congresso.

A Norma Regulamentadora que estabelece as atividades e operações insalubres é a NR-15 da Portaria MTb nº 3214, de 08 de junho de 1978.

Enquanto aguardamos a aprovação de uma reivindicação antiga da classe bibliotecária, para melhoria do ambiente de trabalho, e ser considerada uma profissão de risco, muitos laudos como o da UFRRJ são emitidos e pouco é feito para mudar tais circunstâncias. Cabe ao profissional da informação estar atento às condições de trabalho, buscar informações, tentar se proteger com os equipamentos disponíveis e cobrar, tanto da instituição, como dos órgãos de classe (conselhos e sindicatos) melhorias do ambiente.

Fonte: Revista Biblioo

Bibliotecário de Minas organiza Campeonato de Xadrez em biblioteca

xadrez

No dia 3 de novembro, a Biblioteca Municipal de Igarapé/MG será palco de uma disputa inusitada: um campeonato de xadrez. O evento é idealizado e organizado pelo bibliotecário Gladson Campos (CRB-6/2692), que coordena o espaço há três anos. Ele acredita que, assim como a leitura, o xadrez ajuda no desenvolvimento cognitivo. “É importante que sejam realizadas atividades como essa para que a biblioteca seja encarada como um espaço de interação, lazer e cultura”, acrescenta. Durante todo o mês de novembro, haverá também uma exposição no local com informações e curiosidades sobre o xadrez.

Confira a página da Biblioteca Municipal de Igarapé no Facebook.

Fonte: CRB-6

Licenciatura em Biblioteconomia: Uma nova profissão que vem aí

Sempre que eu falo algo sobre a Licenciatura em Biblioteconomia, muitas pessoas curiosas me questionam indagando sobre do quê se trata, onde esse profissional vai atuar, quem é esse profissional formado pelo curso. Confesso que quando eu entrei na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), também tive minhas inquietações e em algumas vezes até duvidei sobre a relevância desse profissional para a sociedade. E com muita propriedade, foi com os próprios alunos do curso que aprendi em nossas conversas em sala de aula e nos corredores da universidade, íamos refletindo sobre a atuação e formação desse profissional.

O curso já existiu na UNIRIO entre 1986 e 1991, porém, teve o projeto político pedagógico reformulado em 2009 e a primeira turma no novo currículo iniciou em 2010, sendo que esse ano terá os primeiros formados. A licenciatura em Biblioteconomia já teve em outras universidades no país, mas atualmente a UNIRIO é a única que possui o curso em andamento e esse ano formará os primeiros licenciados que desbravarão muitos caminhos. Continue lendo Licenciatura em Biblioteconomia: Uma nova profissão que vem aí

Competência informacional

O cotidiano pessoal e profissional das pessoas é organizado e fundamentado nas informações e conhecimentos adquiridos por cada um. No ambiente de trabalho as informações são cada vez mais reconhecidas como “bem lucrativo”, pois, a informação leva ao conhecimento que conduz a eficácia do planejamento estratégico na tomada de decisão para geração de novos produtos e serviços.

No ano de 2005, foi realizado na Biblioteca de Alexandria, no Egito, o colóquio sobre competência informacional e aprendizado ao longo da vida, foi declarado que, tanto a competência informacional, quanto o aprendizado ao longo da vida são faróis sinalizadores da sociedade da informação que iluminam os caminhos para o desenvolvimento, prosperidade e liberdade. A Declaração de Alexandria menciona ainda, que o investimento maciço em estratégias de competência informacional ao longo da vida cria valor público e é essencial para o desenvolvimento da Sociedade da Informação. Assim sendo, competência profissional e informacional são combustíveis para o desenvolvimento da sociedade.

Diante do contexto social e realidade do profissional bibliotecário, torna-se importante sublinhar a necessidade de analisar a competência informacional desse profissional em seu cotidiano. É oportuno que se promovam reflexões sobre o tema para se determinar ações concretas da atuação do bibliotecário no seu dia a dia. Competência é a capacidade de agir de forma eficaz em um tipo de situação, a capacidade está alicerçada em conhecimentos e constante atualização de saberes. A literatura ensina que não se pode ser competente só e isolado, já que os meios destinados ao desenvolvimento de competências não se apoiam na individualidade.

Os bibliotecários necessitam de grande variedade de competências pessoais, tais como: estar sempre atualizados, liderar equipes, trabalhar em rede, demonstrar capacidade de análise, capacidade de comunicação, negociação, agir com ética, organização entre outros.

A sociedade da informação representa uma enraizada mudança na organização da sociedade, sendo considerado um fenômeno global com enorme potencial transformador, cabe ao bibliotecário trilhar caminhos para identificar, refletir e difundir os resultados de sua competência profissional aliada a competência pessoal, com vistas a ser agente de acesso à informação.

Fonte: Vértice Books

Indexação e catalogação

A sociedade globalizada, a cada instante requer profissionais aptos e competentes no planejamento e organização de seus recursos. Na atividade bibliotecária essa exigência é intensa quando se trata da recuperação de informação que, em geral, ocorre por meio da indexação e catalogação.

A indexação é entendida erroneamente por alguns bibliotecários como operação realizada somente em serviços de informação que possuem bases de dados, essa compreensão torna-se uma falácia quando passamos a analisar a evolução científica e tecnológica ocorrida em todas as áreas do conhecimento, isso fez com que o modo de armazenamento da informação fosse revisto, atingindo significativamente as bibliotecas.

A organização da informação na biblioteca compreende as atividades e operações do tratamento da informação, que envolvem o conhecimento teórico e metodológico disponível para a descrição do conteúdo temático da informação. O tratamento temático, diz respeito ao assunto tratado no documento, ou seja, compreende a análise documentária como teoria e metodologia para atingir as atividades de classificação, elaboração de resumos, indexação e catalogação de assunto, considerando as diversas finalidades de recuperação da informação.

A distinção entre os processos de catalogação e indexação está na utilização de diferentes linguagens documentárias, onde temos, por exemplo, a lista de cabeçalho de assunto utilizado para a catalogação e os tesauros para indexação, no resultado dos dois processos termos o índice e o catálogo de assunto. Semelhantemente, ambas as práticas objetivam identificar o item e fornecer acesso a ele por diversas formas, inclusive o assunto, quanto as diferenças na catalogação do livro seu conteúdo é tratado no todo e os assuntos são fornecidos em uma escala limitada como, por exemplo, o número de classificação para arranjo nas estantes. Em compensação na indexação a tendência é o detalhamento onde existe mais termos para o acesso por assunto.

Apesar dos diferenciais entre catalogação de assunto e indexação, é compreensível que a indexação é o processo que apresenta melhor desempenho na recuperação da informação. A catalogação de assuntos está ligada a construção de catálogos em bibliotecas enquanto a indexação está ligada à construção de índices bibliográficos que produzem base de dados.

O bibliotecário, como gestor da informação, deve constantemente aprimorar seus conhecimentos e habilidades gerenciais. O tratamento temático é mais uma habilidade a ser desenvolvida por esse profissional, pois cabe a ele gerir a biblioteca como uma fonte socializadora de informações e agir na mediação entre o usuário e a informação desejada.

Fonte: Vertice Books

Leituras fundamentais para um bibliotecário

Por Moreno Barros

Edson Nery da Fonseca foi o segundo que veio a falecer dentre aqueles que considero como os fundamentais da crítica BBBB (bibliografia básica bibliotecária brasileira). Antes dele, Rubens Borba de Moraes. Isso significa que o legado está aí e permanecerá, mas todos os demais grandes autores brasileiros da área estão vivos e produtivos.

Como a biblioteconomia nacional é relativamente jovem, não produz em larga escala e as opiniões dificilmente mudam, é fácil identificar os grandes textos que constituem o núcleo duro da área, e seria perfeitamente possível para um bibliotecário aplicado ler essa produção ao longo de seu período formativo. Continue lendo Leituras fundamentais para um bibliotecário